a arte de kim poor
amazônia imagined

A arte de Kim Poor é a expressão de uma artista brasileira que tem uma trajetória muito peculiar. Carioca, ela tem ancestrais pernambucanos pelo lado materno, enquanto que o pai é norte-americano.

Ela nasceu Elizabeth Kimball de Albuquerque Poor, mas encontrou, dentro do próprio nome, a versão mais curta pela qual seria conhecida. Kim saiu do Brasil na década de 70, para estudar artes visuais na Parsons School of Design, em Nova Iorque. Ali, começava uma nova etapa em sua vida.

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Kim Poor

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Kim Poor – dois grandes encontros

Em Nova Iorque, ela conheceria o músico  Steve Hackett, integrante da banda Genesis, com quem se casaria. Durante as 3 décadas seguintes, Kim não só acompanhou a banda, como desenvolveu uma frutífera parceria, desenhando capas de discos e de um livro, assim como cenários para shows da banda. Também foi responsável por capas de discos de Steve Hackett.

Mas foi uma parceria de mão dupla porque a arte dela também inspirou a banda, que compôs uma música baseado no trabalho dela. Ela também conta, no vídeo acima, como um dos seus desenhos ganhou vida no cinema, ao ser usado por Ridley Scott, na primeira versão de Blade Runner.

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O segundo grande encontro aconteceu durante uma exposição coletiva que ela participou na galeria no Soho nova-iorquino. A convite de um dos artistas, o consagrado Salvador Dali apareceu na exposição e ele ficou intrigado com a técnica usada por Kim Poor. É uma história deliciosa: ele começa a bater a bengala contra um quadro, como se quisesse desvendar algo. A forma que ele encontrou para expressar a surpresa causada por aquelas pinturas feitas com pó de vidro e pigmentos naturais, fundidos em chapa de aço foi gritar, repetidas vezes, “Diaphanism”.  Mais tarde, o Oxford Dictionary registraria o estilo “Diaphanism” como sendo o nome dado por Salvador Dali à técnica de Kim Poor.

arte de kim poor

Amazônia Imagined

A exposição Amazônia Imagined, que pode ser vista até o final de janeiro de 2017, na Sala Brasil, da Embaixada Brasileira em Londres, é resultado de um trabalho de pesquisa que começou há quase duas décadas. Embora ela nunca tenha se desligado das raízes brasileiras, depois de muitos anos vivendo fora, foi uma de estabelecer uma conexão ainda mais profunda com o Brasil. Os trabalhos são o resultado da imersão que ela fez na cultura dos povos indígenas da Bacia Amazônica.

amazônia imagined

Exposição Amazônia Imagined

Rio de Sangue

É impossível ficar indiferente diante da mensagem que cada um dos quadros de “Amazônia Imagined” transmite. E fica ainda mais fácil entender quando você ouve Kim Poor falar da indignação que deu origem às suas pesquisas e o objetivo final desse trabalho: chamar atenção para o genocídio que tem eliminado tribos e suas culturas na Amazônia. A instalação “River of Blood” (Rio de Sangue),  feita com 300 flechas, representando 300 tribos é uma peça de grande simbolismo, que causa impacto porque fala diretamente ao coração de quem visita a exposição.

river of blood

Para quem não tem como ver “Amazônia Imagined” pessoalmente, o nosso vídeo é uma forma de oferecer a mais pessoas a oportunidade de ver perto o belo trabalho dessa artista brasileira. E, mais que isso, é uma maneira de conhecer um pouco da bela história que ela tem escrito ao longo da vida, como artista e como ser humano. Você também pode saber mais visitando o site dela, aqui.

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