elizabeth I da inglaterra
quem foi a rainha virgem

Rainha da Inglaterra, Elizabeth I, nasceu no Palácio de Greenwich, sul de Londres, em 7 de setembro de 1533. Era filha de Henrique VIII e Ana Bolena, a rainha decapitada. Pouco antes de completar 3 anos de idade, a mãe foi executada por ordens do pai. Fruto de um segundo casamento, que não fora reconhecido pela Igreja Católica, era considerada filha ilegítima.

Ela também tinha um irmão e uma irmã à frente na linha sucessória. Ou seja: ninguém esperava que um dia se tornasse rainha. Muito menos que ela seria uma das mais importantes monarcas a ocupar o trono da Inglaterra, com um longo reinado de 45 anos.

elizabeth I

Elizabeth I

Descubra mais:

Quem é a monarca com o reinado mais longo na história da Inglaterra?

Elizabeth I da Inglaterra – A difícil adolescência

Como se não bastassem as dificuldades da infância, Elizabeth teve uma adolescência conturbada. Com apenas 14 anos, foi colocada sob os cuidados de Catherine Parr, a última das 6 esposas de Henrique VIII, que havia se casado com Thomas Seymour, tão logo ficara viúva.

Foi um período de muito sofrimento, devido aos incessantes assédios de Thomas Seymour, um homem de 40 anos. Não se sabe ao certo até onde ele foi com as tentativas de seduzir a adolescente, mas presume-se que isso teve um grande efeito sobre a vida adulta de Elizabeth.

greenwich palace

Greenwich Palace

A linha sucessória

A morte do pai levou o meio-irmão de Elizabeth, Edward I, ao trono. Ele tinha apenas 9 anos quando assumiu e morreu aos 15. Desrespeitando a linha sucessória, antes de morrer, ele declarou Lady Jane Grey como rainha da Inglaterra. O reinado de Lady Jane durou apenas 9 dias e Mary, a meia-irmã de Elizabeth, ocupou o seu lugar.

A Rainha Mary I, conhecida com Maria Sanguinária, era filha do primeiro casamento de Henrique VIII e ficou conhecida pela intolerância religiosa e a perseguição aos protestantes. Ela queria a Inglaterra de volta ao catolicismo, anulando a decisão do pai de criar a Igreja Anglicana. Ficou conhecida como Bloody Mary (Maria Sangrenta), por conta das execuções que ordenhou contra protestantes.

placa em Greenwich Palace

Placa no local de nascimento de Henrique VIII, Mary I e Elizabeth I

Prisão, antes de se tornar rainha

A própria Elizabeth, que era protestante, foi uma das vítimas da irmã e acabou encarcerada na Torre de Londres por quase 1 ano. A suspeita era de que ela havia participado da Rebelião de Wyatts, organizada pelos protestantes, quando Mary I anunciou a intenção de se casar com o Rei Felipe da Espanha, um católico fervoroso.

Ela ainda ficaria mais um ano em prisão domiciliar, em Woodstock e sempre negou as acusações. O grande problema de Mary I foi nunca ter se livrado da sombra representada por Elizabeth, que, além de popular, tinha fortes aliados dentro da própria corte. A sua morte, em 1558, sem ter deixado nenhum herdeiro, abriu o caminho para que Elizabeth I se tornasse rainha da Inglaterra. Ela tinha 25 anos.

queen mary I

Queen Mary I

O Período Elisabetano

O primeiro desafio que a nova monarca enfrentou foi conciliar as diferenças entre católicos e protestantes. Evitando os extremos, ela adotou uma visão mais conciliadora. Embora protestante, ela tolerou a permanência de alguns elementos do catolicismo e procurou isolar os radicais protestantes, conhecidos como puritanos. Este comportamento passaria a ser uma das grandes marcas do reinado de Elizabeth I. Ela criou um Conselho formado por aliados, a quem sempre consultava antes de tomar decisões.

Guerra e Paz

Depois do período conturbado em que o seu pai, Henrique VIII, se envolveu em diversos conflitos com a França, o reinado de Elizabeth significou um período de relativa paz para a Inglaterra. Qs exceções foram o suporte oferecido a uma ou outro conflito sem maiores consequências e as guerras contra a Espanha.

Foi contra os espanhóis que Elizabeth I da Inglaterra conquistaria a vitória que marcou o seu reinado. Em 1588, a Invencível Armada, sob ordens do rei espanhol Felipe II, decidiu invadir a Inglaterra e sofreu uma derrota humilhante.

A vitória sobre os espanhóis abriu um novo período no reinado de Elizabeth I. Não foi fácil. A guerra cobrou o seu preço: os impostos subiram, assim como o custo de vida. O medo de conspirações aumentaram as perseguições aos católicos, que nunca se conformaram em ter uma rainha ilegítima no trono da Inglaterra.

Por outro lado, as pessoas de confiança do seu círculo mais íntimo foram envelhecendo e morrendo, obrigando-a a substituí-los. Foram dificuldades que permaneceram até os últimos dias da era elisabetana.

william shakespeare

William Shakespeare

Arte, literatura e teatro

Outra marca do período elisabetano foi o grande movimento de renovação nas artes, na literatura e no teatro. A Europa vivia o auge do Renascimento e na Inglaterra surgiu um novo teatro e uma nova literatura, cujo maior representante foi William Shakespeare.

É interessante notar que Elizabeth I era uma das mulheres mais cultas da sua época. Poliglota, ela falava fluentemente diversos idiomas, como latim, francês, italiano e o espanhol, entre outros.

A Rainha Virgem

Em um sistema de governo onde a linhagem é determinante para a sucessão, é grande a pressão para que um rei ou rainha tenha filhos. Mas no caso de Elizabeth I, a primeira expectativa era saber quem seria o escolhido para ser o seu marido.

Durante parte do seu longo reinado, este foi o tema mais recorrente nas esferas do poder e entre a população. Ela sofria constante pressão para que se casasse. Foram muitos os pretendentes, alguns deles pertencentes a outras famílias reais na Europa, especialmente Espanha, França e Áustria. Em certos momentos, parecia que o casamento aconteceria.

palácio de richmond

Palácio de Richmond

Entre todos os nomes que poderiam ter-se tornado o marido de Elizabeth, o amigo de infância Roberto Dudley parece ter sido o único homem pelo qual ela realmente se apaixonou. Quando ele ficou viúvo, tudo indicava que eles se casariam.

O problema é que, além da vontade pessoal, o casamento de Elizabeth I envolvia muitas questões políticas. Uma decisão errada poderia gerar até uma guerra civil. Assim, quando completou 50 anos, ela, que ficaria conhecida como a Rainha Virgem, desistiu definitivamente da ideia de um dia casar-se. Sem herdeiros, a morte dela, em 1603, no Palácio de Richmond, marcaria o fim da Dinastia Tudor no poder.

A sua opinião é muito bem-vinda. Deixe um comentário

receba nossa newsletter
somos uma tv online
feita por brasileiros
em Londres e estamos
construindo um arquivo
inédito sobre a diáspora
brasileira na Europa.

info@canallondres.tv