mais de 230 mil brasileiros estudaram fora em 2014

Por Lívia Rangel

Londres é um dos destinos mais procurados por quem quer aprender inglês

Apesar do período de estagnação econômica e da consequente alta do dólar, o mercado de intercâmbio e educação internacional, de acordo com empresários e associações do setor, segue em franco crescimento com números significativos.

Segundo a Belta – Brazilian Educational & Language Travel Association, somente em 2014, mais de 230 mil brasileiros deixaram o país para fazer um programa de intercâmbio no exterior. Em relação ao ano anterior, o aumento foi de 15%. Ainda de acordo associações do setor, calcula-se que as empresas de educação internacional tenham movimentado US$ 1.359.232.523,81 no mercado financeiro brasileiro em 2014.

Gozando de boa fase, grandes agências de viagem e intercâmbio do Brasil começam a expandir suas redes, com faturamentos milionários. A CI – Intercâmbio e Viagem, maior empresa de intercâmbio e turismo jovem do país, de acordo dados publicados pela empresa, cresceu aproximadamente 11,5%, chegando a faturar R$ 270 milhões em 2014. Também embarcou cerca de 80 mil clientes para o exterior.

“A alta do dólar não necessariamente é um empecilho, pois existem outras opções de destinos, onde a moeda não está tão valorizada, como Canadá e Nova Zelândia”

Segundo o sócio-diretor da empresa, Celso Garcia, a expectativa de crescimento para 2015 é animadora: de 23,5%. “Acreditamos alcançar esse número devido à mudança de cultura do brasileiro, que cada vez mais investe em uma experiência internacional. A alta do dólar não necessariamente é um empecilho, pois existem outras opções de destinos, onde a moeda não está tão valorizada, como Canadá e Nova Zelândia”, explica o sócio-diretor. “Também compreendo que a economia é cíclica, logo, quando a situação melhorar, as vendas que estavam represadas, serão concluídas”, ressalta o otimista Garcia.

Estudantes e agente de viagem durante viagem a Cancun (Foto: C.I.)

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Mercado em expansão
Até o final deste ano, a agência espera aumentar a rede em mais de 15% e alcançar a marca de 100 novas lojas. Atualmente, a empresa tem 82 lojas contratadas, distribuídas em 63 cidades brasileiras, incluindo municípios do interior.

De acordo com o sócio-diretor, esse mercado continua em expansão porque o brasileiro começou a incluir uma experiência internacional entre as metas de vida. “Aprender inglês ainda é a maior motivação do brasileiro para fazer um curso fora. Contudo, o espectro de programa tem aumentado. Hoje, a pessoa pode se especializar em alguma área profissional, como moda, gastronomia, administração; fazer um curso de graduação ou pós; realizar um trabalho voluntário; fazer programas que aliam lazer e conhecimento; dentre outros”, elenca Garcia.

Uma experiência para a família
Cada vez mais pais e filhos reconhecem a importância de uma experiência internacional que servirá de investimento para vida e carreira do estudante. Mas se você pretende estudar fora, comece desde já a planejar e economizar. “Estudar fora não é uma decisão tomada por impulso. É algo pensado e programado com antecedência pelas famílias e pelos jovens”.

Lívia Rangel é jornalista cultural. Editora-fundadora da revista eletrônica www.ElevenCulture.com, publica, às terças e sextas-feiras, aqui no Acontece. Nas horas vagas, escreve poemas, produz festas e ataca de DJ em Londres. E-mail: lira.comunicacao@gmail.com

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