uma vida para o teatro
segunda parte

Antes de você ir mais longe neste texto, ou de um play no vídeo acima, um toque: se ainda não viu, a primeira parte, onde começamos a contar a história de Franko Figueiredo, a gente recomenda que você vá lá antes de continuar. Nada obrigatório, claro, mas fica mais fácil se inserir no contexto.

Descubra mais:

Almiro Andrade – traduzindo  fazendo teatro em londres

Franko Figueiredo – nos palcos do mundo

Nesta continuação, Franko Figueiredo, faz um belo resumo de como, a partir da capital londrina, o teatro dele ganhou o mundo. Logo na abertura você é apresentado ao Quay Arts, na Ilha de Wight, onde ele mora. Trata-se de uma Galeria de Arte e um espaço cultural para múltiplas atividades, incluindo, claro, o teatro. No passado, foi uma cervejaria, e fica localizado bem às margens do Rio Medina.

Franko Figueiredo

Franko Figueiredo e Iben Tranaes Gez Driffield

A razão para a presença de Franko ali era o ensaio da primeira peça montada por ele na Ilha de Wight. Lá ele apresenta a atriz dinamarquesa Iben Tranaes Gez Driffield, com quem estava trabalhando. Também revela a primeira grande primeira grande barreira encontrada para fazer teatro em Londres: a língua inglesa. Dificuldade que ele transformou em oportunidade.

Toda Nudez Sera Castigada

Marcio Mello e Gaël Le Cornec – Toda Nudez Sera Castigada

A longa tradição do tradição do teatro inglês, cujo grande nome é William Shakespeare, ergueu um muro que impedia a representatividade dos sotaques fora do convencionalmente aceito. Isso, até então. Um grande passo para transpor esse muro foi dado pela Companhia de Teatro StoneCrabs, criada por Franko e a atriz Teresa Araujo. O lançamento da companhia aconteceu, em 2000,  na casa onde ele morava na época, no sul da capital inglesa. Quem frequenta os teatros londrinos pode ter uma ideia do quanto isso mudou.

Franko Figueiredo

Franko Figueiredo

Por outro lado, como ele mesmo afirma, Londres abriu muitas portas. A partir dos muitos encontros com profissionais britânicos e de outras partes do mundo, ele ganhou o mundo. Ajudou também o fato dele fazer um teatro experimental onde o visual e a expressão corporal se destacam como caracteristicas. Por outro lado, ele também abriu portas para o teatro brasileiro no exterior, com destaque especial para montagens de peças de Nelson Rodrigues. Mais recentemente, Franko levou o clássico de Jorge Amado, Tieta, a diversos palcos na Inglaterra.

teatro japones

Busu & The Damask Drum

Entre os muitos encontros, um deles é muito especial: em Londres, ele conheceu a japonesa Ecco Shirasaka. A partir dai Franko criou uma relação muito próxima com o teatro japonês. As imagens de uma das peças que você vê em nosso vídeo, por exemplo, são do espetáculo Busu & The Damask Drum, que ele dirigiu e apresentou no Festival de Edimburgo,em 2017.

a kind of love story

De volta ao Quay Arts, ele revela o nome da primeira peça que ele dirige na Ilha de Wight e a gente deixa você com um pouco dos ensaios de ‘Some Kind of Love Story’, de Arthur Miller. Assim como o ensaio no vídeo, a gente não revelou tudo aqui no texto. Isso porque vale muito a pena você conhecer a brilhante trajetória de Franko Figueiredo, tendo ele mesmo como narrador.

 

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