trilhas, racismo, dor de dente,
livro de poesia – dia 72

Em mais um passo dado em nossa reta final, alcançamos a marca 72. São 72 dias documentando, em vídeos, a inédita experiência de ter que isolar-se por conta de uma pandemia causada por vírus que se tornou uma palavra conhecida em todo o mundo: o Covid-19.

Os outros vídeos da série, aqui.

Pela primeira vez desde o início da nossa quarentena, um assunto derrubou a pandemia das manchetes dos principais jornais do mundo: os protestos desencadeados nos EUA pelo covarde assassinato de George Floyd, um homem negro, imobilizado e asfixiado por um policial branco até não poder mais respirar. Por isso, racismo é o tema que abre o nosso vídeo, afinal temos dois negros como integrantes do grupo. Com a palavra, Amaro Filho.

Amaro Filho

Amaro Filho

E neste dia 72, a gente vai começar fora de casa. Com modelo de ‘lockdown’ diferente do brasileiro, na Inglaterra, desde o início, sempre foi permitido que as pessoas saíssem uma vez por dia para praticar alguma atividade física, desde que não fosse em grupos com mais de duas pessoas. Em Londres, eu, Silvino, e Susan Ferreira, tentamos aproveitar ao máximo esse tempo fora de casa. Serviu até para que a gente explorasse mais o lugar onde mora. Foi isso que fizemos neste dia 72.

Silvino Ferreira Jr

Silvino Ferreira Jr

Em seguida, vamos ver o que aconteceu em Londrina com Renata Sucupira. Bem, como já indicava nos dias anteriores, a dor de dente foi a inimiga de um sono mais tranquilo. Para aproveitar uma balada virtual com muito vinho, ela adiou o início da medicão e, no meio da noite, acordou com a dor de dente cobrando o preço. Felizmente, não durou muito e o remédio começou a fazer efeito.

renata sucupira

Renata Sucupira

Quem começou o dia com poesia foi Mônica Feijó. Poesia como presente e surpresa, acrescente-se. Depois de atender um interfone, ela desceu para atender o amigo de longa data Carlos Brito. Conhecido pelas atividades que desenvolve nas áreas de psicologia, fonoaudiologia e literatura, ele foi deixar com Mônica um exemplar de ‘Solidão Essencial‘, seu primeiro livro de poesia.

essencial solidão

Maria Porto teve um domingão misto: aproveitou para organizar assuntos relacionados ao trabalho, mas o pensamento já estava no final da tarde. A razão é simples: um grupo de amigos que tem uma banda de pagode iria fazer uma live. Ela, que curte muito dançar, não iria perder.

Maria Porto

Maria Porto

O lugar do meu passeio com a Susan foi One Tree Hill, que já é conhecida por quem vem acompanhando ‘Um Dia de Cada Vez’. Só que resolvemos explorar algumas trilhas inusitadas. Acabamos passando ao lado de um ‘allotment’, lotes num terreno comunitário, onde cada pessoa é responsável por cultivar o seu pedaço. É uma espécie de arrendamento e, se o responsável pelo lote não cumprir as regras, o mesmo será retomado para ser repassando a outra pessoa. São inúmeros os ‘allotments’ em Londres. Na sequência exploramos outras trilhas ainda desconhecidas.

allotment

O dia foi passando, Renata Sucupira fez alongamentos, mostrou com a planta ‘Chifre de Veado’,  tem se desenvolvido ao longo da quarentena e deu um mergulho na piscina. Em Recife, Mônica e Maria jogavam baralho e, com Alexandre Alencar, mandaram uma mensagem para Mônica Luíza, que fazia aniversário. E terminamos mais um dia com flamenco, lá em Londrina.

 

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